literatura

Escrita

Tenho reparado que a busca por redatores, até em sites de emprego é muito maior do que a busca por revisores.

Eu me inscrevi em um curso voltado para quem quer aprimorar as técnicas de escrita. Achei perfeito para mim.
Eu estava lembrando que escrevo diários desde os meus 10 anos de idade. Isso deve valer de alguma coisa.
Me lembrei disso outro dia.

Aliás o meu primeiro diário eu não sei onde está, mas lembro da capa, quem deu e uma das coisas que escrevi.
Aparentemente foi para isso que comecei a escrever, para não esquecer.

São coisas engraçadas de lembrar. A partir dos 11 anos e até recentemente eu escrevia muitos desabafos. Depois comecei a escrever por aqui, mas nunca achei que duraria tanto tempo. São mais de 11 anos por aqui, se não me engano. Então eu acho que posso até dizer que tenho certa experiência.

Uma vez me perguntaram por que eu não escrevia um livro sobre as lembranças da infância e outras peripécias que aprontávamos. Aí eu me pergunto, quem leria.

Foram tantas coisas divertidas nesse tempo todo. Eu até me propus a transcrever aqui algumas coisas aleatórias dos meus diários. Acho que fiz umas poucas vezes.

Se não me engano até um roteiro de “filme” escrevi na época da escola e foi filmado, fizemos até os comerciais. Pensa! Numa época que não tinha youtube ou celular! Vou contar mais sobre isso pois até tinha me esquecido!!

Retomarei em breve.

giphy

São Jerônimo

O Padroeiro das Secretárias e Tradutores

são jeronimo

“São Jerônimo” (Hendrick Bloemaert, 1601/1602-1672)

“Dia 30 de setembro

História: São Jerônimo se imortalizou pelos estudos da santa Bíblia; e quem sabe, também, pelo trabalho que deu a tantas secretárias e secretários!

De fato, São Jerônimo é chamado “Doutor máximo das Escrituras”: passou a parte mais rica de sua vida em Belém, junto ao berço de Jesus, aliás, o único que podia domar o seu temperamento quase selvagem.

O que há de mais saboroso nos escritos de São Jerônimo é o seu estilo epistolar. Correspondeu-se com quase todas as pessoas importantes do seu tempo e encaminhou muitas outras a Deus.

A mais célebre de suas traduções é ainda hoje a chamada “Vulgata”: uma tradução da Bíblia, a partir dos originais, para o latim clássico.”

Parabéns a todos os profissionais de secretariado e da tradução!

Referência: http://www.santoprotetor.com/sao-jeronimo/

Doenças 2

Eu estava relendo o meu último post e eu mesma achei que não fui muito clara com o que quis dizer, infelizmente eu tenho esse programa problema de falar/escrever e não chegar a uma conclusão. O que eu queria “concluir” era a minha opinião, sobre como nós mesmos adoecemos o nosso corpo e mente. Queremos tanto ser saudáveis, tomar remédio pra isso ou aquilo que no final, o remédio nos faz mais mal do que a doença, muitas vezes isso ocorre.

A nossa mente é adoecida/envenenada por acharmos que tudo é problema sem solução. Felizmente não é.

Um exemplo, fiz este post aqui, no outro blog, e cheguei a seguinte conclusão, se eu tivesse me cuidado mais, talvez eu não precisasse operar… mas quem vai saber afinal?

Logo depois da cirurgia eu tive que tomar antibiótico para prevenir qualquer tipo de infecção, mas ele me deixava estranha… tipo, parece que matava a flora intestinal, então ele matava o que era bom e o que era ruim também.. muito louco isso.

Eu estava lembrando do livo da Louise Hay, Você pode curar sua vida, (não é publipost), e lá tem algumas doenças que dizem que nós mesmos criamos, eu acredito nisso, e é bem possível que parte do que me ocorreu este ano foi decorrente de pensamentos tóxicos e doentes.

Enfim, só esclarecendo pensamentos

JESUS ERA… PERIPATÉTICO

 (Max Gehringer)

Numa das empresas em que trabalhei, eu fazia parte de um grupo de treinadores voluntários.

Éramos coordenados pelo chefe de treinamento, o professor Lima, e tínhamos até um lema:
 “Para poder ensinar, antes é preciso aprender” (copiado, se bem me recordo, de uma literatura do Senai).
 Um dia, nos reunimos para discutir a melhor forma de ministrar um curso para cerca de 200 funcionários.
 Estava claro que o método convencional, botar todo mundo numa sala, não iria funcionar, já que o professor insistia na necessidade da interação, impraticável com um público daquele tamanho.
 Como sempre acontece nessas reuniões, a imaginação voou longe do objetivo,  até que, lá pelas tantas, uma colega propôs usarmos um trecho do Sermão da  Montanha como tema do evento.
 E o professor, que até ali estava meio quieto, respondeu de primeira.
 Aliás, pensou alto:
 Jesus era peripatético!

 Seguiu-se uma constrangida troca de olhares, mas, antes que o hiato pudesse ser quebrado por alguém com coragem para retrucar a afronta, dona Dirce, a secretária, interrompeu a reunião para dizer que o gerente de RH precisava falar urgentemente com o professor.
E lá se foi ele, deixando a sala à vontade para conspirar.

Não sei vocês, mas eu achei esse comentário de extremo mau gosto. Disse a Laura.

Eu nem diria de mau gosto, Laura. Eu diria ofensivo mesmo, emendou o Jorge, para acrescentar que estava chocado, no que foi amparado por um silêncio geral.

Talvez o professor não queira misturar religião com treinamento. ponderou o Sales, que era o mais ponderado de todos.
Mas eu até vejo uma razão para isso…

Que é isso, Sales?
Que razão?

Bom, para mim, é óbvio que ele é ateu.
Não diga!
Digo. Quer dizer, é um direito dele. Mas daí a desrespeitar a religiosidade alheia…

Cheios de fúria, malhamos o professor durante uns dez minutos e, quando já
o estávamos sentenciando à fogueira eterna, ele retornou.

Mas nem percebeu a hostilidade. Já entrou falando:
Então, como ia dizendo, podíamos montar várias salas separadas e colocar umas 20 pessoas em cada uma.
É verdade que cada treinador teria de repetir a mesma apresentação várias vezes, mas…
Por que vocês estão me olhando desse jeito?

Bom, falando em nome do grupo, professor, essa coisa aí de peripatético, veja bem…
Certo! Foi daí que me veio a idéia. Jesus se locomovia para fazer pregações, como os filósofos também faziam, ao orientar seus discípulos.
Mas Jesus foi o Mestre dos Mestres, portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha foi muito feliz. Teríamos uma bela mensagem moral e o deslocamento físico…
Mas que cara é essa?
Peripatético quer dizer “o que ensina caminhando”.

E nós ali, encolhidos de vergonha.
Bastaria um de nós ter tido a humildade de confessar que desconhecia a palavra que o resto concordaria e tudo se resolveria com uma simples ida ao dicionário.

Isto é, para poder ensinar, antes era preciso aprender.

Finalmente, aprendemos duas coisas:
A primeira é: o fato de todos estarem de acordo não transforma o falso em verdadeiro.
E a segunda é que a sabedoria tende a provocar discórdia, mas a ignorância é quase sempre unânime.

 (Artigo escrito por Max Gehringer, publicado na Revista VOCÊ SA.)