E=MC^2 – A relatividade de nossos pensamentos

Texto roubado descaradamente, mas autorizado pelo Ayçar. Como não tenho capacidade pra escrever um texto assim, resolvi assimilar um…;)

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ATENÇÃO: parte deste texto tem conteúdo desaconselhável para MENORES e pessoas MORALMENTE CONSERVADORAS.
Se você não aprova esse tipo de material leia outras mensagens desse blog mas,
PARE DE LER ESSE POST AQUI!
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Bom, já que decidiu prosseguir, não me venha encher o saco, tá!

Tenho reparado como a mente das pessoas age para dar conforto ante a complexidade do mundo, principalmente no mundo moderno. Esse conforto gerado pelo nosso inconsciente é bastante amplo.

Nós somos exigidos o tempo todo, seduzidos o tempo todo, desafiados o tempo todo, “etc. e etc.” o tempo todo. E sabe de uma coisa? É impossível sobreviver a essa pressão, sendo uma pessoa bacana e equilibrada.

Veja por exemplo a cobrança pós-feminista que aconteceu nos anos 70 e 80. Segundo o pensamento vigente, TODO HOMEM, sim, todos os que já viveram e os que viriam palmilhar o “terceiro planeta à direita do sol”, era sexualmente incompetente, não sabia nem onde ficava o místico clitóris e quando liam no livro da escola não tinham a mínima idéia do que fazer. Diante dessa afirmativa, as mulheres riam, mesmo as virgens, as mesmas que também não sabiam o que fazer com seus próprios “botões mágicos”.

E isso foi somente um exemplo.

Para lidar com essa pressão, nossa mente cria um mundo seguro para nós um mundo em que somos poderosos. Esses dias falando com uma amiga ela insistiu que era “boa de boca”, comia de tudo e com ela não tinha frescura não. Em menos de 30 minutos de um papo descontraído e sem ser focado no assunto, descobri que ela não come:
• Frutos do mar;
• Granola;
• Pão (sim, pão);
• Nenhuma comida oriental;
• Uma lista incontável de frutas;

Certamente ela não come mais uma longa lista de coisas que não tive tempo de descobrir. Quando eu perguntei por que ela se achava “boa de boca” ela insistiu que era, mas que não comia “essas coisas” fazendo cara de que estava se referindo às coisas mais impuras do mundo.

Canso de ouvir pessoas falando que “Fazem TUDO” no sexo. Mas, o que é fazer tudo? Seria algo como anal, vaginal e oral? Hum… Oral até onde? Cospe? Engole? (eka, que nojo?). Para algumas pessoas fazer um “papai-e-mamãe” e beijar na boca no final é tudo, pra outras é subir no lustre (outro termo que não esclarece nada), para outras a satisfação só acontece se ver o parceiro(a) fazendo cocô.

Vai entender?

É comum que os mesmos limites sejam compartilhados por um grupo o que reforça as fronteiras do “normal”, porém isso traz um efeito colateral interessante.

Exemplo:
Uma família conservadora entende que seus filhos devem estudar, se formar e construir uma vida profissional tradicional e estável. Um dos filhos, porém, tem o desejo nato e forte de ser músico. Esse jovem tenta falar com a família sobre isso e lança uma piadinha num dos jantares na casa da avó. Os irmãos riem e o pai olha com cara de censura e a mãe interpela “para de falar bobagens”. O jovem pode passar a vida inteira sem nem tentar tocar algum instrumento ou pode passar a tocar guitarra escondido. Se os pais descobrem chamam-lhe a atenção, cortam a mesada e o discurso é “Meu filho, nós só queremos uma vida NORMAL pra você”.

Você e eu nos “enganamos” o tempo todo. Saber que seus limites não são absolutos e que eles não definem como o mundo é, é o primeiro passo para uma vida mais equilibrada emocionalmente. Entender que outras pessoas têm parâmetros diferentes dos seus é o segundo passo para o equilíbrio.

Afinal de contas EU sou NORMAL e faço tudo! 🙂
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Pense nisso!!!

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One comment

  1. Criar é realmente uma arte.
    Mas eu realmente aprecio a arte de se aplicar a criação.
    Uma invenção no baú é uma invenção?
    Saber usar o que existe requer talento.
    Aproveitar as coisas que estão prontas.
    Copiar.. não é simplesmente copiar.
    Alguém teve que ler, ter um senso crítica, avaliar
    e, finalmente, decidir copiar.
    Criar, realmente é a exceção.
    Copiar, todos podem.. poucos fazem com talento.
    É normal 🙂

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